sábado, 28 de fevereiro de 2015

Lamentável! Estamos vivendo em um hospício...


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Liberdade! Liberdade! Liberdade!

- Sou livre!
Esbravejou o homem com a carta na mão.

***

Era para ser um dia de festa...
Mas foi um dia de dor. Muita dor.
Tratado feito bicho e sem dignidade só por causa da sua cor!?

***

- Me chame de 'mestre' ou suas costas serão rasgadas.
Em tom ameaçador e voz baixa...
Cinismo, crueldade e arrogância aromatizavam o imundo ambiente.

***

Surpreendente Graça! Quão doce é o som
Que salvou um náufrago como eu
Eu estava perdido, mas fui encontrado
Eu estava cego mas agora vejo

Foi a graça que ensinou o meu coração a ter medo
E a graça aliviou os meus medos
Quão preciosa aquela graça apareceu
Na hora em que eu acreditei

Por muitos perigos, trabalhos pesados e armadilhas
Eu já passei
Essa graça que me trouxe em segurança de tão longe
E graça me conduzirá ao lar

O Senhor prometeu boas coisas para mim
Sua palavra segura minha esperança
Ele será o meu escudo e quinhão
Enquanto a vida durar

E quando essa carne
E o coração passarem
E a vida mortal cessar
Eu terei
No vale
Uma vida de alegria e paz

Quando estivermos lá há dez mil anos
Claros e brilhantes como o sol
Não teremos menos dias para cantar e louvar a Deus
Que nos dias quando começamos

Surpreendente Graça! Quão doce é o som
Que salvou um náufrago como eu
Eu estava perdido, mas fui encontrado
Eu estava cego mas agora vejo



***
Após assistir "12 anos de escravidão", não consigo expressar o que há dentro de mim...
De uma coisa estou certa: Para o Autor da Vida SOMOS TODOS IGUAIS.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Sei lá... Entende?

Penso que, às vezes, sou repetitiva nas coisas que escrevo.
Pode ser...
Não sei ao certo.
Mas não consigo falar ou escrever sobre algo que não vivo ou sonho em realizar.

No caminho a gente recolhe muitos pedregulhos.
Mas também recolhemos conchinhas escondidas nas areias.
Colecionamos cicatrizes...
Colecionamos lembranças boas...

Os detalhes guardo comigo.
Há quem não acredite que algumas coisas são possíveis.
Versos, contos, situações verídicas são escritas.
Personagens anônimos não foram criados por puro charme.
Preservar até os que nos fazem mal é pra quem é decente.

Você não deve estar entendendo nada, não é mesmo?
Mas acredite: "Às vezes, a ignorância sobre alguns fatos fazem tão bem..."

Claro, o conhecimento é remédio...
Tomar esse remédio pode ser amargo, outros doloridos.
Quem não se lembra do Merthiolate que tanto ardia sobre a ferida?

Você pode me perguntar: "E você acha que ficar sentindo dor é bom?"
Lógico que não. Afirmo que não.

Mas há casos que a ignorância parece servir como um anestésico.
O fato de não sentir, ver... Como queira..., não nos faz sofrer tanto.

Sabe quando você abre mão de tantas coisas em prol do outro?
Sabe quando você se dedica, carrega um peso insuportável nos ombros
E percebe que não era seu?
Sabe quando você descobre que você deixou de ser útil pra seu usada?
Sabe quando você procura ajudar de todas as formas e leva uma facada nas costas?

Enquanto você não descobre (ignorante)
Você não sofre. Não há dor.
Quando você descobre (conhecimento)
Você fica perplexa, sem chão, a cabeça dá mil voltas e o coração é esmagado.

Poderia falar que nunca mais vou ajudar alguém...
Mas, se me conheço bem e conheço minhas raízes...

Engraçado!
Apesar dos pesares não sinto raiva.
Também não sinto pena.
Acho que me sinto indiferente...
Escolho não estar mais perto, não caminhar junto...

Falta de perdão?
Não. Claro que não.
Mas quero me cercar de pessoas que me fazem crescer e melhorar como 'ser humano'.
Estar rodeada de pessoas maduras e sábias que me ensinem sempre o valor de 'ser'.
O de "ter" já há muitos mestres por aí.

Penso que a vontade que temos de voltar ao casulo, de vez em quando...
É porque ser borboleta e viver nesse metamorfose ambulante, cansa.

Precisamos respirar o ar puro da honestidadeCaminhar pelas veredas do que é correto
Deixar o legado de que não fomos contaminados pela malandragem e injustiça desse mundo.

Utopia?
Devaneio?
Viagem na maionese?
Pode ser...
Mas como disse: Não sei fingir e muito menos, mentir.
Quem me conhece sabe muito bem...
Converso comigo mesma.
Brigo comigo mesma.
E na tinta registro pedaços do meu interior que pode não ter nenhum significado pra você.
Mas pode ser que alguém, ao ler tudo isso..., descubra que não está só neste mundo.

É.
Talvez.
Pode ser...


sábado, 31 de janeiro de 2015

Quem é que vem do lado de lá?


Os olhos fixos
Caminhar de malandro
Palavras cuspidas
Com som de esgoto

Gritos, berros
Não olhar, desprezar
A vontade sincera
É de botar pra quebrar

Mas quem é que vem do lado de lá?
Não sei
Nunca se sabe quem é que vem do lado de lá
Continua
Não para
É preciso andar

Deitado, sentado
Levanta e soca o ar
Esquiva, minha filha
A mente é perturbada
A luta que ele trava não é com você

Mas quem foi que passou pra aquele lado de lá?
Não sei
Nunca se sabe quem é que foi pra lá
Continua
Não para
É preciso andar

Caminhos, caminhantes
Olhares e seus medos
Pés ágeis nas pedras
Parar não pode
Segue!