quarta-feira, 1 de julho de 2015

Só mais uma vez...


Daria tudo para ver o seu sorriso mais uma vez
Suas covinhas tímidas que cavam um sorriso no meu rosto

Daria tudo para ver o brilho dos seus olhos mais uma vez
A profundeza do seu olhar desnudava minha alma

Daria tudo para ouvir o som da sua voz mais uma vez
O aconchego de suas palavras e a mansidão da sua tonalidade

Daria tudo para caminhar ao seu lado mais uma vez
Andar sem perceber que o tempo passou tão rápido

Daria tudo para ouvir aquelas canções que nos emocionavam tanto
Só mais uma vez

Daria tudo para te abraçar mais uma vez
Como se o lugar mais seguro que houvesse estivesse em seus braços

Daria tudo para ficar sentada em silêncio ao seu lado mais uma vez
E sentir seu respirar como notas musicais

Daria tudo para ter suas mãos nas minhas mais uma vez
E ver o medo lançado fora

Daria tudo para sentir o seu perfume daquele final de tarde mais uma vez
Quando as nossas conversas foram além e descobrimos que o amor era recíproco

Daria tudo para viver ao seu lado mais uma vez
Mas você se foi e o que ficou já não se pode tocar
Só recordar
Mesmo que seja só mais uma vez

sábado, 20 de junho de 2015

Ensiná-me a voar

A gaiola foi aberta mas as minhas asas nunca souberam o que é voar...


Nunca conheceu a liberdade...

Sua vida sempre foi na gaiola.

Cantava como quase todos os pássaros que conhecia só não usava as suas asas como eles.

Então, em uma tarde fresca onde o sol já se preparava para adormecer uma mão pequena abriu a porta da gaiola e esperou para ver o pequeno pássaro voar.

- Voa passarinho. Voa!

- Não sei voar.

- Bate as asas.

- Tenho medo de cair no chão.

- Voa passarinho. Bate as asas. Voa.

A porta da gaiola continuava aberta. O pássaro amedrontado. A menina animada para ver o pássaro livre. Dias se passaram e nada aconteceu.

A canção já não era a mesma. Havia dor em suas notas musicais.

Quem pode condenar um pássaro que nunca soube o que é voar?

Quem pode condenar um pássaro por não saber usar as suas asas?

A gaiola aberta e a canção já não se ouvia mais...

- O passarinho está dormindo?

- Não, querida. Ele morreu.

- Ele não aprendeu a voar?

- Não, querida. Ele não quis.

- Ele queria, sim. Mas o impediram de viver como era para ser.

A menina chorou.

A menina cresceu.

A menina se tornou mulher e aprendeu que pra voar é preciso bater asas.

Mas... E se cair no chão?

Levanta. Bate as asas até que elas estejam prontas para ganhar as alturas. E quando estiver lá em cima poderá sentir o desejo de voltar e ficar. Sem gaiolas. Sem algemas. Sem prisões. Livre para voar. Livre para viver.

***
Texto que escrevi no Scribe

sexta-feira, 12 de junho de 2015

É muito blá blá blá pra nenhuma atitude relevante

O que mais vemos na internet é um desfile de opiniões onde a "minha/sua" razão deve predominar e todos que vão contra ela recebem os mais variados "adjetivos".

Hoje, confesso que fiquei irritada. Deu até preguiça de abrir as minhas redes sociais. São tantas brigas, bate boca desnecessário, ofensas, falta de compreensão e tolerância. De repente todos se julgam saber mais que os outros e aí o circo fica montado pra quem quiser se apresentar.

Sei lá...

Cansei.

Estou tentando nadar contra a maré mas, às vezes, os braços cansam, sabe?

Colocar doses do que pode gerar vida na TL é um exercício de musculação que arrebenta com a gente.

A internet é um campo de guerra e o pior disso tudo é que não há um vencedor sequer.
De alguma forma todos morrem!

Palavras são balas mortíferas. Atiradas ao ar... Não voltam!

Peço perdão pelo desabafo, mas é que sinto falta daquelas palavras que caminham juntas com as atitudes e que são ditas de forma tão espetacular nesse mundo virtual.

Quando você atira a pedra na cara de alguém procure ver se o seu telhado não é de vidro. Só uma dica! =)

***
Obs: Não houve nada comigo... É só um desabafo de alguém que abre as redes sociais e gostaria de encontrar conteúdos mais leves e pessoas mais gentis. =)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Assim que aprendi

Há composições que são inesquecíveis...
Há vozes que tocam nossa alma...
Há melodias que embalam nossos sonhos...
E essa é a música que reúne esses 3 ingredientes.
Ouça e emocione-se!

Parabéns, Washington, meu amigo. Sua voz e suas músicas nascem da Fonte que aquece a alma e nos transforma.
Deus te abençoe.




"Assim que aprendi"Charles whas
Posted by Charles Whas on Sábado, 30 de maio de 2015

Quer conhecer mais sobre o Washington. Clique aqui.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Que saudade de você...


A saudade que mais dói é daqueles momentos que não tive com você.

Chorei...

As lembranças vieram: seu rosto, seu jeito, seu sorriso, seu olhar, seu cuidado...

Então senti dor.

Dor da saudade.

Saudade dos momentos que não vivi ao seu lado.

Saudade dos beijos que você não roubou.

Saudade dos teus braços me apertando contra seu corpo que nunca foram dados.

Saudade de andar de mãos dadas na pracinha que nunca existiu.

Você não iludia, você iluminava...

Saudade dos nossos olhares e da nossa única dança.

Saudade das nossas conversas e dos nossos silêncios.

Tanta coisa pra se dizer e nada foi dito.

Foi a falta de coragem? Ou foi o medo de machucar?

Não importa mais...

Sinto dor de qualquer jeito.

Guardo comigo a nossa única fotografia e ainda ouço você no portão me dizendo: 'Você está linda!'

Ah! Que saudade de tudo aquilo que poderíamos ter vivido. Mas não vivi...

A vida achou que era hora de você partir.

Você se foi. Eu fiquei.

Você e a foto.

Eu e a saudade...

***

Texto que escrevi especialmente para o site do Scribe