sexta-feira, 28 de março de 2014

Pra que palavras quando somente ouvir já emociona...?

Ok!
Você vai dizer que o vídeo é antigão...
Sim, é!
Você vai dizer que meio mundo já assistiu e se emocionou...
Sim, inclusive eu!
Mas o que é bom deve ser vivido, revivido, ouvido, lido,...
Então, silencie seus lábios e abra seu coração e ouvidos.
Duvido que seus pés ficaram quietinhos e seu coração não pulsará mais forte. ;-)

terça-feira, 18 de março de 2014

Prece e chuva

Ah! chuva...
Posso pedir um pequeno favor?
Pode vir!
Mas venha de mansinho
Com sua graciosidade
Bem de leve
Pra refrescar

Não venha com fúria
Não surja com raiva
O mundo já está violento demais pra você se unir a ele

Vem, chuva...
Vem e molha meu rosto
Refresca a minha tarde
Vem e cante na minha janela
A canção que em algumas noites me fizeram ninar!

segunda-feira, 10 de março de 2014

17h05


Domingo, 10 de março de 1974.
O relógio informava que já eram 17h05.

Nasci!

Fui recebida pelos braços quentes da minha mãe e o sorriso bobo do meu pai.
Não.
Não lembro de nada.
Não lembro do meu primeiro choro.
Não lembro dos meus primeiros passos.
Não recordo das minhas tentativas em pronunciar palavras.

Mas recordo do amor!

Vivíamos com a minha avó (in memorian) que tinha um restaurante ao lado do SBT.
Lembro de alguns vizinhos.
Ainda lembro do cheiro da casa da minha vó.

Mudamos e fomos para a "Cássio de Almeida".
Lembro da pracinha que ficava em frente ao mercado Jumbo Eletro.
Adorava andar de velotrol e rolar na grama da rampinha verde da praça.

Mudamos e fomos para o "Rodrigues Alves".
Lembro da casa, cuja a sala era apertadinha...
Do quarto que meus pais dividiam comigo...
Lembro das minhas tias morando conosco.
Lembro dos meus amigos de infância: Márcia, Rosa, D. Dalzija (q eu chamava de D. Salsicha por não conseguir falar direito ainda - 3 aninhos, né gente!?...), Sonia, Janete, Marcia, Shelbe, Cibele, Toninho, Alex (cachos loirinhos), Alex (q morava na casa debaixo), da D. Julia, Morminda, Toninho,...
Foi a melhor época da minha infância...
Tinha um barzinho na esquina que eu comprava bala por Cr$ 0,01.
Brincávamos na rua com toda a liberdade e sempre levava meus amigos pra dar um "tchibum" na piscina redonda de mil litros....

Mudamos e fomos para "Vila Nivi".
Tudo era novo e tudo era tão velho...
Reforma da casa, lutas, dificuldades, lágrimas, sorrisos, perdas...

Novos amigos, alguns nem tanto...

Amava ouvir música e dançava escondido (na época era pecado).
Assistia filmes de dança ou dramas e ia pra o meu quarto reproduzir as cenas ao ponto de chorar.
E no ápice do choro, corria pra o espelho só pra ver se meu choro era bonitinho...rsrsrs

40 anos não passam rápido. Voam!

Não vou escrever nenhuma biografia aqui. Podem ficar tranquilos. ;-)

Mas quero agradecer a Deus por mais uma ano de vida.
Pelo seu amor que me constrange.
Por seu cuidado que não mima, mas que me chama a crescer, amadurecer, ousar... (e como isso dói).
Por atravessar comigo, vales.
Por correr comigo nas montanhas.
Por acreditar em mim quando eu já nem mais acredito.
Por não desistir mesmo sabendo quem sou.

Agradeço a Deus pelos pais maravilhosos que tenho.
Um homem e uma mulher que esse mundo não é digno de tê-los.
Pela minha família que tanto amo e que tenho tantas saudades...

Agradeço a Deus pelos meus amigos reais (conto nos dedos e sei que sem eles minha vida não teria uma história tão bonita), pelos meus amigos virtuais q se tornaram tão reais e pelos virtuais.

Agradeço pelas tempestades de ontem que me fizeram enfrentar os vendavais de hoje.
Agradeço pelas lágrimas que foram transformadas em consolo e pelas que estão ainda em processo...

Agradeço a Deus com minha mente, coração e alma.
Agradeço pelos 40 anos e pelos outros anos (se assim o Autor da Vida desejar)...

Muito obrigada...


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Pássaro na janela

"... e no meio da tempestade,
um pássaro pousa na janela...
não fugia dos ventos fortes,
não procurava abrigo da chuva torrencial.
ele pousou na janela
pra cantar uma canção
e nela fazer-me recordar
que o Autor da Vida estende Seus braços de graça,
carregando-me no colo
quando meus pés já não conseguem tocar o chão."

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Uma conversa pra nunca mais esquecer...

- Que dor é essa que você traz em seu peito?
- São feridas não cicatrizadas...

- Por que você chora escondido?
- Porque preciso ser forte pra suportar os dias quentes.

- Por que você se cala?
- Porque as noites são frias e meus lábios congelam.

- Posso refrescá-la nos dias quentes. Posso aquecê-la nos dias frios.
- Não sou digna.

- Por quê?
- Acho que perdi algo na minha caminhada enquanto atravessava a estrada de pedras.

- Pensou que não ouvia sua oração sem pronúncia de palavras?
- Não vou negar... Muitas vezes acreditei que não se importava comigo e senti-me abandonada.

- Duvida do meu amor?
- Não. Acho que duvido do meu.

- Você não me ama?
- Amo.

... (suspiros e lágrimas)

- Eu sei que você me ama. Mas também sei que sendo humana pode falhar, tropeçar, errar e mesmo assim, o meu amor por você não muda em nada.
- Tenho vergonha! Seu amor me constrange...

- Prometi que não seria fácil viver e que não a isentaria das dores, tempestades... Mas também prometi que jamais deixaria atravessar tudo isso sozinha. EU SOU com você.

- Por favor, não me abandone.

-Jamais.

- Por favor, não me deixe só.

- Jamais.

...

Então, ela foi envolvida por braços fortes e um abraço que trouxe alento e aconchego e a paz que tanto buscava, ela encontrou.